12.12.2008

Café de Óbito.


Primeiro gole: chora.
Segundo gole: xinga.
Terceiro gole: chora e xinga.
Quarto gole: suspira.
Quinto gole: silêncio.

Não era a primeira vez e nem seria a última. Seguia seu caminho sem elos humanos, em sua opinião, falhos. Sem elos, seu caminho sem ser seu era; não sabia disso.
Sempre enchia o copo e me forçava as doses. Dado um momento, não agüentei e parti pelo caminho paralelo: a cada engolida, uma cuspida. Enchi o meu copo.
Engoli e guardei veneno, que se curtiu.
Em altas nuvens estava um dia, sentado num ao léu sem fim e me aproximei, então. Não me dava mais amargo, mas também não me adoçava. Foi de surpresa, num gole só, que eu pus o copo goela abaixo de quem me fez engolir.
Choque? Não digo. Talvez reflexo, mas não o meu. Muitas e muitas palavras e respostas... ao vento. A principal pergunta foi: Onde está a simplicidade da vontade espontânea? Sem nexo!

Causa mortis: Saiu pulando.


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4 comentários:

Corsário das mil máscaras disse...

café mata...

uhauhaua eu sou o piooor do mundo!!

penny lane disse...

iaia, sou sua fã!
de verdade

daniel martins disse...

mamis...
café eh tudo de bom!
envenenado ou não!
na verdade, jah vem com veneno!

Val disse...

DEMAIS.