9.20.2008

Café Azia.

Há muita filosofia pra pouca cabeça pensante. Sentimentos demais para razões em excesso, saindo das barreiras do nexo para um nada retilíneo. De tão finitas, nem começo as coisas têm. E quanto mais corante e aromatizante colocam, são mais insípidas, inodoras e incolores as coisas que me tocam e eu nem sinto (elas gritam para que eu as perceba - ao menos inaudíveis não são).

Tua cabeça se enrola no vácuo. Seus membros, pensamentos, sua mente e vida no breu.

Quando grito, percebe? É eco. Depois some, até pra mim.

Mais alto, mais alto para poder ouvir. Tudo ao seu lugar.

Tanta guerra, tanto tudo, tanto em demasia. Essa azia que consome sem dó.

Afunda. Afunda. Afunda.

Morte? E pra que lado vai?

Tende paciência.

Sucumba à insistência.

Continuo...


10.jpg

3 comentários:

vanessa disse...

Se captei bem, acho que o que vc escreve se espalha. Fala de tudo e de nada ao mesmo tempo.É como algo que se quer pegar no vento e escapa quando chega perto da mão. É um coisa dentro de um segredo que vai girando até o infinito, escondido e exposto, fechado e aberto. Eu gosto.

Isabelle D'avila disse...

Anti-ácido.

Ciro Hamen disse...

arrumei o "vertebrado" hehehe

obrigado pelo toque. nem tinha me ligado nisso. pobres lagartixas....

beijos!